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Guerra das pesquisas vira campanha paralela na corrida pelo Governo do Paraná
Novo levantamento mostra Sandro Alex mais perto de Moro e reforça a disputa de narrativas entre os principais candidatos.
Cristina EstecheJornalista
2 min de leitura
Pesquisa eleitoral (Foto: TSE)
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A campanha pelo Governo do Paraná ganhou uma disputa paralela: a guerra das pesquisas. Cada novo levantamento alimenta narrativas, reposiciona estratégias e vira munição para os QGs. Nesta quarta (19), o Instituto Ranking divulgou números que reforçam a percepção de crescimento de Sandro Alex.
No cenário estimulado, Sergio Moro aparece com 37,33%, Sandro Alex com 29,83% e Requião Filho com 20,56%. O dado mais relevante é a evolução de Sandro dentro da série do próprio instituto. Ele saiu de 18,67%, em 31 de julho, para 29,83%. A distância para Moro, que era de 17,83 pontos, caiu para 7,5.
Mas a leitura muda conforme o instituto. Um dia antes, a RealTime Big Data mostrou Moro com 37%, Sandro com 22% e Requião Filho com 20%. Moro aparece praticamente estável nos dois levantamentos, enquanto Sandro oscila mais. É justamente aí que começa a batalha das interpretações: cada campanha tenta transformar o número mais favorável em tendência.
FOTOGRAFIA
Entre os dois levantamentos do ranking, Sandro ganhou Rafael Greca como vice e ampliou a aliança partidária em torno da candidatura. A composição deu mais estrutura ao projeto do PSD, mas é cedo para atribuir o crescimento exclusivamente a esse movimento. Pesquisa mostra fotografia; campanha tenta transformá-la em narrativa.
Moro, por sua vez, mantém estabilidade na liderança. A movimentação mais intensa ocorre abaixo dele, onde Sandro tenta se consolidar como principal adversário e Requião Filho busca evitar que a eleição seja reduzida a uma disputa de dois nomes. Nesse ambiente, a briga pela segunda posição passa a ser quase tão importante quanto a liderança.
No fim, a eleição de 2026 ocorre em duas pistas: uma nas ruas, nos debates e nas alianças; outra nos números divulgados pelos institutos. Moro quer preservar a imagem de líder, Sandro tenta vender crescimento e Requião busca manter competitividade. Até outubro, cada pesquisa será menos um ponto final e mais um novo capítulo da disputa por quem consegue impor a própria versão da corrida ao Palácio Iguaçu.
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