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A pré-campanha de Sergio Moro ao governo do Paraná começa a ganhar contornos mais definidos. O senador escolheu o delegado aposentado e ex-secretário de Segurança Pública Júlio Reis para assumir a coordenação-geral da campanha. A presença dele reforça uma identidade ligada à segurança pública, à ordem e ao enfrentamento ao crime.
A movimentação, portanto, mostra que Moro pretende preservar como eixo central a imagem construída ao longo da trajetória pública. No entanto, a disputa estadual exige mais do que reconhecimento nacional. Moro precisa montar base regional, dialogar com lideranças locais. E, principalmente, transformar capital político em presença efetiva nos municípios. Tudo bem que ele tem como vice, o empresário Edson Vasconcelos que atrai a classe como apoio. Edson presidiu a Fiep e essa condição surge como cartão de visita dele perante a classe empresarial.
Assim sendo, na articulação política, também a escolha de Ricardo Guerra, sinaliza uma tentativa de aproximação entre setores conservadores e liberais. Isso porque ele ocupa a segunda suplência de senador pelo PL e é irmão do deputado estadual Luiz Fernando Guerra, do Novo.
COORDENADORES REGIONAIS
Nas próximas semanas, a campanha deve apresentar coordenadores regionais. Entre os nomes previstos estão o deputado estadual Delegado Jacovós, líder do PL na Assembleia. Também o deputado estadual Tito Barichello, que deve atuar na coordenação em Curitiba. A estratégia indica que Moro busca organizar uma estrutura estadualizada, mas ainda terá de demonstrar força fora dos grandes centros.
DESAFIO
Apesar da largada organizacional, o senador enfrenta um desafio político sensível: sustentar o discurso de combate à corrupção em um ambiente marcado por denúncias envolvendo aliados e figuras do mesmo campo político. A bandeira que já ganhou os ares como o principal ativo eleitoral perde força quando confrontada com as contradições da política real, feita de alianças, composições regionais e desgastes que atingem o entorno da própria base.
EM GUARAPUAVA, PL PERDE BAITALA
Em Guarapuava, esse desafio aparece de forma concreta. O PL elegeu o prefeito Denilson Baitala, mas perdeu o principal ativo político local após a desfiliação dele do partido. Como Baitala mantém forte alinhamento com o governador Ratinho Junior, a saída esvazia a legenda no município e distancia o prefeito do projeto estadual que Moro tenta organizar.
SEM PRESENÇA
Embora o PL tenha vereadores eleitos, como Nego Silvio e Leandro Dobrychtop, a sigla não demonstra força proporcional ao espaço que pretende ocupar no debate estadual. Hoje, o comando municipal aparece concentrado em um mesmo núcleo familiar, enquanto surge como pré-candidata a deputada federal a advogada Shanisys, esposa do presidente do partido, Raphael Butines.
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