"ESTÁ ERRADO"
Barros também deixou claro ao blog que o PP não está fechado com ninguém. "Está errado!", disse ele quando questionado se a Federação decide pelo apoio ao governador do Paraná. "Quem é o candidato dele? Não podemos apoiar quem não ainda não existe." Entretanto, Barros não descarta nenhuma possibilidade. Ao afirmar que o partido pode caminhar com Ratinho Junior (Guto Silva), com Greca, com Alexandre Curi ou até com o próprio Moro, ele preserva o poder de barganha. E ainda mantém abertas todas as portas até as convenções, previstas entre julho e agosto.GRECA NO MDB
Só que o cenário já mudou debaixo dos pés dessas articulações: Rafael Greca, citado como alternativa em diferentes arranjos, filiou-se ao MDB nesta quinta (19), e confirmou a pré-candidatura ao governo. Esse cenário esvazia a hipótese de uma acomodação simples dele dentro do campo de Barros.
A FORÇA DE CIDA
Há ainda outro detalhe importante nos bastidores: o nome de Cida Borghetti pode até seguir circulando como ativo simbólico do grupo Barros. No entanto, no plano público, a ex-governadora declarou no último dia 4 de março que não pretende disputar cargo eletivo em 2026. Já ao blog, Barros que a esposa pode sair candidata ao Governo ou ao Senado. Isso sugere que Cida não elimina o peso político, mas acena que a força dela hoje está mais na influência sobre negociações do que numa candidatura consolidada.
Nesse cenário, a movimentação de Moro fortalece a sobrevivência eleitoral dele, mas também o amarra de forma mais explícita ao projeto nacional do PL. Já Ricardo Barros segue operando com pragmatismo, mantém diálogo com vários campos e sinaliza que a prioridade real do PP pode estar menos na cabeça de chapa e mais no fortalecimento das bancadas estadual e federal. No fim, Moro ganhou legenda; Barros ganhou margem de manobra. E, na política paranaense, margem de manobra costuma valer tanto quanto voto. Leia outras notícias no Portal RSN.