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Pesquisa IRG mostra como a escolha dos vices altera o equilíbrio entre Moro, Sandro Alex e Requião Filho na corrida pelo Governo do Paraná
Cristina EstecheJornalista
2 min de leitura
Rafael Greca, Edson Vasconcelos e Michele Caputo (Foto: Reprodução/redes sociais)
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No Paraná, o vice já começa a decidir o tamanho da chapa. A nova pesquisa IRG, divulgada nessa quinta (13), traz um detalhe que merece mais atenção do que a simples liderança de Sergio Moro (PL). Pela primeira vez, o instituto mediu governador e vice juntos.
Moro e Edson Vasconcelos chegam a 40,2%. Sandro Alex (PSD) e Rafael Greca (MDB) aparecem com 24,8%, enquanto Requião Filho e Michele Caputo somam 21%. A diferença entre segundo e terceiro fica em 3,8 pontos.
Politicamente, Rafael Greca parece cumprir uma função estratégica para Sandro. O ex-prefeito agrega memória administrativa, presença em Curitiba e uma marca eleitoral própria. Isso ajuda a transformar Sandro em competidor estadual.
O contraste aparece quando olhamos a pesquisa espontânea. Moro tem 17,4%, Requião Filho alcança 7,4% e Sandro registra 6,8%. Portanto, os nomes das chapas reorganizam significativamente a fotografia eleitoral.
Num possível segundo turno, essa engenharia fica ainda mais evidente. Moro e Edson chegam a 42,7%, contra 38,1% de Sandro e Greca. A diferença cai para apenas 4,6 pontos. Contra Requião, Moro abre 25,7 pontos.
A leitura política, portanto, não termina nos 40,2% de Moro. Sandro precisa converter a força do grupo de Ratinho em voto próprio, enquanto Greca pode ajudar nessa travessia. Requião enfrenta outro desafio: a chapa dele soma 21%, mas chega a 29,2% contra Moro no segundo turno. Assim, os vices já funcionam como peças de uma estratégia maior: ampliar territórios, atrair grupos e preparar alianças. A eleição ainda está aberta para mudanças.
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