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Cobrança de Requião Filho sobre o silêncio de Moro transforma o caso do filme de Bolsonaro em munição política para a disputa eleitoral no Paraná
Cristina EstecheJornalista
2 min de leitura
Requião Filho (Foto: Eduardo Matysiak)
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Requião Filho cobrou publicamente o silêncio de Sergio Moro diante da divulgação de áudios e mensagens envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Para o deputado estadual e pré-candidato ao governo do Paraná, o senador precisa explicar por que evita se posicionar sobre um caso que atinge diretamente aliados bolsonaristas.
A cobrança mira no ponto mais sensível da trajetória política de Moro: o discurso de combate à corrupção. O senador, que tenta se apresentar ao eleitor paranaense como defensor da moralidade pública, permanece calado justamente quando o episódio envolve o grupo político ao qual voltou a se aproximar.
De acordo com o material divulgado, Flávio Bolsonaro teria buscado apoio financeiro para um filme sobre Jair Bolsonaro. A produção, que nasceu para reforçar a imagem política do ex-presidente, pode acabar se transformando em munição eleitoral na campanha de 2026, inclusive com reflexos diretos no Paraná.
Para Requião Filho, o silêncio de Moro revela uma contradição entre discurso e prática. O deputado afirma que o senador usa a pauta anticorrupção quando lhe convém, mas evita cobranças quando o desgaste atinge aliados da família Bolsonaro.
O caso ainda depende de apuração, e todos os citados têm direito à defesa. Mas, politicamente, o episódio já produz desgaste. No Paraná, a disputa pelo governo começa a incorporar essa narrativa: de um lado, Moro tentando sustentar a imagem de “fortaleza” anticorrupção; de outro, adversários apontando alianças, recuos e silêncios incômodos.
A pergunta que fica é direta: o combate à corrupção continua sendo princípio ou virou apenas slogan de campanha?
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