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Saída de Baitala do PL expõe a lógica do palanque governista
ELEIÇÕES 2026!

Saída de Baitala do PL expõe a lógica do palanque governista

Movimento aproxima Baitala de uma sigla alinhada ao governador, evitando o constrangimento de apoiar Sergio Moro no Paraná

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

Prefeito Denilson Baitala (Foto: Secom/divulgação)

A saída do prefeito Denilson Baitala do PL, por livre e espontânea vontade, e a provável ida para o Republicanos não surpreendem quem acompanha os bastidores da política em Guarapuava. O movimento já era esperado por este blog, porque Baitala nunca foi, de fato, apenas um nome do PL. A trajetória política dele sempre esteve diretamente ligada ao governador Ratinho Junior (PSD). Foi Ratinho quem indicou Baitala para entrar na política, disputar a Prefeitura de Guarapuava e se eleger. Esse vínculo de origem pesa. Na política, a filiação partidária importa, mas o pertencimento político costuma falar mais alto. E o pertencimento de Baitala sempre foi ao grupo do governador. Além disso, Guarapuava tem recebido muitos investimentos do Governo do Estado, o que torna a relação com Curitiba estratégica para a gestão municipal. Obras, recursos e articulação política passam por esse alinhamento. Para um prefeito em início de mandato, romper ou se afastar do grupo governista seria um movimento de alto custo. O problema é que, dentro do PL, Baitala ficaria diante de uma contradição difícil de sustentar. Para manter coerência partidária, teria que apoiar Sergio Moro no Paraná, justamente o principal adversário do grupo governista. Isso colocaria o prefeito em uma posição desconfortável: seguir a legenda ou preservar o projeto político que o ajudou a chegar ao poder.

SAÍDA NATURAL

Nesse cenário, a ida para o Republicanos aparece como uma saída natural. O partido continua na base de Ratinho Junior e tem Alexandre Curi como nome ao Senado Federal. Ou seja, Baitala troca de sigla, mas não troca de lado: apenas ajusta a filiação dele à realidade política que já existia. No fim, a saída do PL não representa ruptura, mas acomodação. Baitala deixa uma legenda que passou a caminhar contra o projeto estadual do governador e deve ingressar em um partido mais alinhado à trajetória, aos compromissos políticos e à governabilidade de Guarapuava. Leia outras notícias no Portal RSN.
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