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Sem aliados de fora, Flávio fecha chapa com deputado do PL
Flávio escolhe Alfredo Gaspar e recicla a velha promessa de segurança pública; Moro, cuja passagem pelo Ministério da Justiça deixou mais discurso do que resultados, repete
Cristina EstecheJornalista
2 min de leitura
Gaspar e Flavio (Foto: divulgação PL)
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Depois de semanas de negociações, Flávio Bolsonaro (PL) escolheu o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente. A decisão encerrou uma busca marcada por recusas e dificuldades para atrair aliados de outros partidos. A chapa acabou formada apenas por integrantes do PL.
A justificativa da campanha se concentrou na experiência de Gaspar na segurança pública. Ex-promotor de Justiça e ex-secretário de Segurança de Alagoas, o deputado também ganhou projeção no Congresso em pautas ligadas ao combate ao crime e à corrupção. O objetivo é reforçar a principal bandeira eleitoral de Flávio.
A aposta repete uma estratégia conhecida do bolsonarismo. O endurecimento penal e o combate ao crime organizado voltam ao centro do discurso. A diferença é que a narrativa enfrenta hoje um cenário mais complexo. O caso das "rachadinhas" ainda desgasta Flávio Bolsonaro. Também permanecem no debate público as relações de ex-assessores do senador com familiares de Adriano da Nóbrega. O Ministério Público o apontou como um dos líderes da milícia no Rio de Janeiro. Flávio nega irregularidades.
REPETECO
Esse discurso reverbera no Paraná. Sergio Moro construiu a carreira política sobre a promessa de endurecer o combate à corrupção e ao crime organizado e segue defendendo a segurança pública como prioridade estadual. O discurso, no entanto, contrasta com a passagem pelo Ministério da Justiça. Apesar da aprovação do Pacote Anticrime, Moro deixou a pasta sem consolidar uma política nacional estruturada para a segurança pública. A gestão dele também enfrentou críticas pela baixa execução inicial dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. E isso ocorreu justamente em um governo que tratava o tema como prioridade.
A segurança pública segue como o principal ativo eleitoral de Flávio Bolsonaro. Mas a dificuldade para encontrar um vice sugere que esse discurso, embora mobilize o eleitorado mais fiel, tem alcance limitado quando o objetivo é construir uma coalizão mais ampla.
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